29 de Janeiro. Dia da Visibilidade Trans.

Esta data foi escolhida por volta de 2004, para promover ideias coletivas na criação de políticas públicas a favor da população Trans. Mas será que esse assunto deve ser debatido apenas hoje?



E hoje, a luta pela igualdade e respeito é voltada para a população Trans. Movimentos que abraçam causas, nichos ou fortificam politicas em prol da garantia de direitos sociais comuns a todos, todas e todes, merecem total respeito e apoio por parte daqueles que visam a igualdade na sociedade. E isso deve ser fortalecido todos os dias.


A busca pela igualdade se tornou algo rotineiro por vários grupos de pessoas que de certa forma sintam seus direitos sociais pouco exercidos, assim como muitos da população Trans. Homens e mulheres que não se identificam com o gênero biológico e procuram exercer algo que, apenas por fazerem parte de uma sociedade, já deveriam ser colocado em prática, mas que infelizmente isso não acontece, o respeito por serem quem são assim como todos nós.


Esse processo de seleção através de caracteres voltados a padrões é algo que vem sendo estimulado desde a antiguidade, onde seguir um exemplo fisico/comportamental daquilo que se tem por base social do que possa ser o "correto", se torna algo mais viável e passível de convivência social, do que alguém e/ou vários que seguem ao contrário de tal sistema.


Não é novidade dizer que pessoas Trans são assassinadas, sofrem algum tipo de violência seja física e/ou psicológica, ou são perseguidas por preconceito, sendo tudo isso derivado principalmente pela falta de respeito e desigualdade de gênero. A sociedade, através de movimentos e lutas anti-repressões vem de uma certa forma começando a entender que todos nós, temos os mesmos direitos, deveres e obrigações sociais de exercemos nossos papeis como cidadãos, apenas por sermos quem somos.


O coletivo de ordens e modelos a serem copiados está por um fio. A nova forma de se pensar e de se colocar na sociedade está atrelada as vivencias e experiências passivas e fora de contextos únicos, por estarmos em uma constante forma de aprendizagem e mudança, devendo nos abrimos cada vez mais ao novo, a tudo que nos façam aprender de uma vez por todas que vivemos em um mundo pluralizado, onde viver dentro de uma bolha, é cometer suicido intelectual.


Conheça


Nada melhor abordarmos esse assunto com quem conhece na pele a bagagem e peso que ele leva.


Conheça pessoas incríveis, lutadoras e fieis as suas personalidades e que sabem muito bem a importância de fazerem valer seus direitos.



Wirdney, 22 anos. Modelo, DJ, Produtora Cultural, Dançarina, Gamer.

O corpo Trans é sinônimo de resistência, luta e sobrevivência.

Rainha de Recife, 27 anos. DJ, Performer, Dançariana, Coreógrafa, Produtora Cultural, Modelo, Marketeira, Designer de Roupas em sua marca RM Couturee.

É importante sempre lembrar, sempre gritar que estamos aqui vivas, que existimos e que resistimos.

Cadu, 27 anos. Fotógrafo e vendedor.

Vivenciando dia 29 de janeiro, o dia que a gente é visto uma única só vez no ano. A importância que damos pra esse dia e enfatizar que somos estáticas, o Brasil é o país que mais mata trans e travestis. De toda minha vivência como trans te falo com propriedade que assumir sua indenidade de fato, não é só a transição, vai muito além disso. Quando me assumir trans tive um medo absurdo por que o novo me assustava, as estatísticas me assombravam até hoje. Carrego comigo os que lutaram tanto pra gente ter o que temos hoje.



Laysa, 33 anos. Estudante e militante pelas causas do movimento LGBTQIA+ e população Trans.

No país das Dandaras! Sou como fênix e renasço das cinzas todos os dias. Por mais que nos matem, somos sementes e vamos resistir sempre. Viva Dandara! Viva as pessoas trans!